Bomba pop californiana
Light Grenades (Sony&BMG, 2006) é o nome do mais que aguardado sexto álbum dos californianos do Incubus. Liderado por Brandon Boyd o quinteto já vendeu 229 mil cópias nesta primeira semana de lançamento e entrou de cara no primeiro lugar no Top 200 da Billboard. Segundo o guitarrista Mike Einziger o novo álbum tem a pretensão de soar como treze bandas diferentes tocando 13 canções igualmente distintas, e, ainda sim superar o estrondoso sucesso de A Crow Left to Murder (2004). É, portanto, a multiplicidade sonora de uma banda madura que encontramos em Light Grenades.A influência do Funk Metal de bandas como Red Hot Chili Peppers dá espaço ao experimentalismo cientificista das guitarras de Einziger, a bateria desconcertante e inventiva de J. Passillas e os baixos envenenados de Ben Kenney.
A beleza das linhas vocais de Boyd reveladas em clássicos como “Wish You Were Here” e “Nice to Know You” do álbum Morning View (2001) são acentuadas em canções como “Dig”, “Love Hurts” e “Earth To Bella” umas das mais belas e sutis assinaturas musicais já criadas pela banda.
Utilizar aqui a desgastada máxima de que este álbum é definitivamente o melhor da carreira e que as músicas da banda nunca soaram tão coesas, seria como endossar palavras narcisicamente viciadas de líderes de bandas do mainstream. O fato, no entanto é que Light Grenades talvez não seja uma evolução ao A Crow Left to Murder, mas ratifica artisticamente o Incubus como uma exceção ao carnaval da apatia e burocratização criativa do cenário rock alternativo dos EU
A.Como uma granada recheada de idéias musicais explosivas Light Granades nos transporta à leveza de uma iluminação zen-budista e ao poder de visualizações cinematográficas, reveladas a cada transposição harmônica. O talento plástico de Boyd, que lança ainda este ano um livro com fotografias, ilustrações e desenhos de sua autoria, provoca um turbilhão de estimulações visuais ao lado dos experimentos do DJ Chris Kilmore, que brinca com aparatos eletrônicos, pickups, mellotrons e fender rhodes.
Escolhido como primeiro single, “Anna Molly” é uma verdadeira bomba. Teleguiada por riffs explosivos, reverbera volatilmente enquanto Brandon Boyd sugere a cacofonia “Anomaly” em um, no mínimo, intoxicante refrão. Anormal ou não, o fato é que as músicas soam neste novo disco mais imediatistas, verdadeiras e adocicadas bubbleguns de sonoridade clara e precisa, que grudam sem qualquer rejeição egocêntrica por parte de nossos ouvidos.
Atento à versatilidade artística de seus fãs, a banda deixará a cargo de seus fiéis entusiastas a oportunidade de dirigir o próximo clipe. Ao invés de diretores, produtoras e orçamentos estratosféricos, o vídeo para a segunda música de trabalho, “Dig”, funcionará como um laboratório para que videomakers e fãs testem suas habilidades audiovisuais.
Produzido por Brendan O´Brien (Bob Dylan, Pearl Jam, Stone Temple Pilots) o álbum
mescla a fluidez da métrica, linha melódica e co-existentes estilos dentro de uma única banda. Gravado entre as cidades de Los Angeles e Atlanta, o disco levou um ano para ficar pronto devido ao cuidado excessivo com os arranjos e as letras de Boyd. Catapultados ao estrelato no cenário do rock mundial depois do petardo “Megalomaniac”, single de A Crow Left to Murder, o Incubus garante definitivamente seu lugar no dial das rádios de rock internacionais, como uma das bandas mais executadas. Com o novíssimo Light Grenades estes californianos atingem na virada para 2007, o status de banda sonoramente alternativa das mais cultuadas e modernas da atualidade.Confira: http://www.myspace.com/incubus


3 Comments:
Vou conferir, pois a apatia do rock norte-americano não se restringe apenas aos alternativos, mas a todo o rock e a música norte-americana, hoje tomada por rappers acéfalos e mulheres berrando "my humps".
Oi !!! Estou lendo !!!!
Escreve sobre algum livro !!!! ou sobre outra coisa...
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